domingo, 22 de novembro de 2015

O QUE É SER UM PROFISISONAL DE SAÚDE?

Deixo aqui algumas impressões de aulas, discursos e palestras de alguns professores que marcaram minha vida.
O que é ser um profissional de saúde?
O verdadeiro trabalhador da saúde é aquele que olha o paciente por completo, conhecendo as dores do corpo e da alma!
Afinal de dores nós entendemos...
O que nos move é a fé de poder amenizar o sofrimento, a esperança que não haverá de ser em vão tanto estudo e dedicação no conhecimento da natureza humana, é a loucura santa daqueles que por amar um ideal, entregaram a sua juventude e sua capacidade de recriar este velho mundo, desgastado e lamentavelmente tão esquecido por aqueles que "representam" o poder.
Somos parte de poucos, talvez alguns apenas, que se deixam tocar pela fragilidade humana, que tem coragem de se indignar diante do erro, da injustiça, da dor e do esquecimento...
Somos pessoas comprometidas com a vida!
Levo comigo a certeza de que as pessoas de bem deste país, diante do angustiante cenário da saúde no Brasil, mobilizar-se-ão na direção de um atendimento mais eficiente e de programas preventivos.
O desejo nasce da falta de recursos e a falta de recursos e interesse pelo ser humano, por todos nós sentida, nos faz desejar e buscar realizar uma ação mais efetiva de soluções e reconhecimento.
Esta é a vocação de quem foi escolhido por Deus para o trabalho com a saúde humana, pois mais que uma área de atuação no mercado, o apelo para o atendimento e acolhida do outro vem de dentro, vem da lição que cada um de nós sabe de cor, de coração.
Realizando pois, uma vocação, o ofício de curar e preservar a vida torna a urgência um valor interno. A urgência não está fora, nos hospitais e postos de saúde tantas vezes abandonados, não está nos pronto atendimentos precários e desequipados, não está na mídia que denuncia, muitas vezes de forma vazia, fútil e comprada, não está nas secretarias de saúde que friamente apresentam suas planilhas de investimentos e "prestação" de contas.
A urgência está dentro daquele que foi escolhido por vocação a diminuir o sofrimento das pessoas e parafraseando Hannah Arendt "...Disposto a por ordem no mundo, afinal ele é velho e vai se desgastando com o tempo e uso. É preciso arrumá-lo para aqueles que virão..."
O olhar do verdadeiro profissional da saúde vai além dos limites da ciência e pode realizar o milagre da cura pelo acolhimento e compreensão.
E que, por nossas mãos, muitas vezes, a experiência da dor amparada e do olhar amoroso podem trazer momentos felizes que diminuem o sofrimento e restabelecem a esperança na vida!
Meus caros colegas profissionais de saúde:
Não existe nenhum obstáculo àqueles que seguem o seu coração na direção de um chamado. A voz interna é mais forte que tudo. Nenhum índice estatístico desmobiliza, nenhuma planilha é mais lúcida que a percepção da sua importância no processo, nenhuma remuneração é maior que a alegria de ter feito o bem, nada é mais íntimo e prazeroso que sua relação com o paciente, ali, onde nem o diretor do hospital, nem o secretario de saúde, nem o governador e nem o presidente da república podem entrar. A itinerância das lutas e reinvindicações políticas passa ao largo da entrega que há na troca de olhares que revela e que salva, entre você e seu paciente. As lutas e reinvindicações devem existir sim, mas fora das paredes invisíveis que guardam como aquele que ama cuida, a relação de confiança entre você e seu paciente.
Sabemos, que muitas vezes o exercício legítimo de sua autoridade que sabe e decide, por questões alheias à sua vontade, se expande para além dos limites do racional e do institucional, obrigando-o a “brincar de Deus” ao decidir entre a vida e a morte, na escolha de quem será atendido... E nada pode ser mais doloroso para aqueles que estão comprometidos com o destino de quem precisa, pede, sofre, espera, espera e espera... Pois é exatamente nestes momentos que a força interna emerge e a paixão pela nobre causa fala mais alto: É PARA ISSO QUE VOCÊ EXISTE E ESTÁ AQUI! Que bom que é assim, pois é de gente assim que o mundo precisa.
Ao ver um paciente de alta, desejamos que a alegria deste dia, nos revisite nos momentos de dor e aflição e que a despeito das dúvidas e incertezas, cada um de nós possa renovar a opção que fizemos pela dignidade e integridade da vida humana. Médicos, como Lucas, profissionais de saúde completos são os de homens e de almas...

“Nenhuma medicina cura o que a felicidade não pode curar”- Gabriel Garcia Marques.

Determinação e Fé na Eterna Luta Pela Vida!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

ARRITMIAS CARDÍACAS TEM CURA - COM O CORAÇÃO NÃO SE BRINCA!


Arritmias Cardíacas

Arritmias são alterações na freqüência e/ou ritmo do coração.
A manifestação clínica ais frequente é a chamada  “batedeira” ou palpitação, causando suor frio, tontura, dor no peito, falta de ar e até desmaios.
Apesar de ser mais comum em pessoas com problemas cardíacos, pode muitas vezes, ter origem em fatores externos, como: consumo de cafeína ou bebidas alcoólicas, estress, cigarro e drogas estimulantes.
Embora as mortes súbitas, na grande maioria dos casos, sejam provocadas por arritmias cardíacas, é importante salientar que a arritmia não é um ataque cardíaco, mas sim distúrbio elétrico no coração que podem levar a parada cardiaca e a morte súbita eventualmente.
Todas as arritmias levam a uma queda do fluxo de sangue no cérebro, o órgão mais sensível à falta de oxigênio e que em poucos segundos pode fazer com que a pessoa perca a consciência.
Quando o coração bate mais rápido que o normal, o paciente tem aquilo que chamamos de taquicardia.
Quando acontece o contrário, ou seja, quando os batimentos são mais lentos do que deveriam, o caso é de bradicardia.
Muitas vezes, o paciente pode apresentar batimentos cardíacos irregulares, sem necessariamente estar mais rápido ou mais lento que o normal.

As arritmias são causadas, basicamente, por problemas com o sistema elétrico de condução do coração, o que pode ser decorrente de:
Ataque cardíaco (Infarto agudo do miocárdio)
Cardiomiopatia e outros distúrbios do coração (Insuficiência cardíaca)
Doença aterosclerótica das artérias coronárias
Hipertensão arterial
Diabete melito
Hipo ou hipertireoidismo
Tabagismo
Estress
Cafeína, alcool
Suplementos vitaminicos e proteicos
Choque elétrico
Poluição atmosférica

A arritmia pode não desencadear nenhum sintoma e médico descobri-la antes mesmo do paciente, durante exames de rotina.
Os sintomas mais comuns são:
Incômodo, peso ou dor no peito
Batimentos acelerados ou lentificados
Falta de ar
Tonturas, desmaios
Sudorese fria

Arritmias podem levar a complicações mais graves, como:
AVC
Isquemia de membros ou mesentérica, com necessidade de cirurgia de emergência.
Infarto agumo do miocárdio
Morte súbita

Procure um cardiologista se apresentar quaisquer sintomas de uma possível arritmia, ou no caso de ja ter recebido este diagnóstico, se os sintomas se agravarem ou não desaparecerem com o tratamento.
diagnóstico primeiramente será realizado a partir da anamnese e exame físico na consulta médica, que normalmente será seguida da solicitação de alguns exames:
Eletrocardiograma
Holter
Ecocardiograma

Se o diagnóstico não for possível por meio desses exames, o médico poderá pedir outros:
Exame de estresse (o teste ergométrico ou de esteira)
Tilt teste
Estudo eletrofisiológico

Há tratamentos específicos para os diferentes tipos de arritmias.
Quando a arritmia é grave, é necessário tratamento urgente para restaurar o ritmo normal do coração. Sendo Necessários:
“Choque elétrico” (desfibrilação ou cardioversão)
Implante de um marca-passo temporário para interromper a arritmia
Medicações antiarritmicas intravenosas

Podem ser utilizados medicamentos para evitar a recorrência de uma arritmia ou interrompe-la. Esses medicamentos são denominados drogas antiarrítmicas.
Algumas delas têm efeitos colaterais e nem todas as arritmias respondem bem à medicação.
Em último caso, o paciente poderá ser submetido à cirurgia.
Há dois procedimentos cirúrgicos disponíveis para tratar arritmia. Um deles ocorre por meio de cirurgia cardíaca aberta (embora seja muito raramente utilizado hoje em dia).
Outro, mais comum, é a ablação por cateter. Neste, a arritmia pode ser corrigida por meio de uma microcirurgia, através do implante temporário de cateteres no braço e ou nas pernas para se atingir o coração.

Com o coração não se brinca! Arritmia pode ser controlada e na maioria das vezes tem cura! Procure um cardiologista!

Determinação e Fé na Eterna Luta Pela Vida!

domingo, 1 de novembro de 2015

AUMENTO DO NÚMERO E DA GRAVIDADE DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES NAS MULHERES


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes no mundo todo, cerca de 40%, o que representa quase 18 milhões de óbitos, a cada ano.
No Brasil Temos anualmente quase 400.000 mortes por doenças cardiovasculares, com número crescente de vítimas do sexo feminino.
O estilo de vida feminino mudou muito nas últimas décadas, tornando-se muito semelhante ao masculino. Atualmente as mulheres têm jornadas duplas ou triplas ao longo das 24 horas do dia, o que trouxe ganhos inestimáveis e plenamente justificados, mas também as expôs a fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Diversos estudos mostram que o número de casos de doenças cardiovasculares está crescendo muito no sexo feminino. Há três décadas a relação era de 1 caso de doença cardiovascular em mulheres para 4,5 casos em homens, hoje em dia, esta relação é de cerca de 1 para cada 1,5.
Cerca de 250 mulheres morrem diariamente, no Brasil, em decorrência de infartos agudos do miocárdio, sendo que as doenças cardiovasculares matam 4,5 vezes mais mulheres que o câncer de mama, para o qual não faltam campanhas de prevenção.
Atualmente, cerca de 30% dos casos de infarto ocorrem em mulheres. Além disso, é alarmante o fato de diversos estudos mostrarem que elas têm mais chances de morrerem após um infarto agudo do miocárdio, que os homens.

Mas Por Que as Mulheres?
 Com as mudanças culturais e dos hábitos de vida a população feminina está cada vez mais exposta a fatores de risco, que antes eram quase que exclusivos do público masculino.
O tabagismo, o “stress”, a adoção de hábitos alimentares inadequados (dieta com altos teores de sódio e de gordura de origem animal), a falta de atividade física regular que a cada dia fazem parte do cotidiano de um número cada vez maior de mulheres, oferecem riscos para o coração.
Outro agravante para o aumento do número de mulheres, cada vez mais jovens, com doenças cardiovasculares é a associação da pílula anticoncepcional com o cigarro. Essa combinação resulta em um risco cinco vezes maior de desenvolver a doença cardiovascular, pelo aumento do risco de formação trombos em veias e artérias, o que pode interromper a irrigação sanguínea  do músculo cardíaco levando a um infarto, por exemplo.  
Já na maturidade, o risco de um infarto é maior, pois na menopausa ocorre uma  diminuição da produção de estrogênio, hormônio que estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Portanto, após atingirem os 50 anos, a proteção hormonal cessa e assim, aumenta-se a chance de doenças cardiovasculares.   
Outro aspecto importante a ser salientado é que existem pequenas diferenças anatômicas e funcionais no sistema cardiovascular feminino, em comparação ao masculino, oque o torna mais suscetível a complicações graves em caso de um infarto agudo do miocárdio. 
Alerta!
 Alguns cuidados, principalmente na população feminina, podem garantir a saúde e evitar a ocorrência precoce de doenças cardiovasculares, sobretudo as que acometem propriamente o coração feminino.
Para isso, deve-se evitar o cigarro, sobretudo associado ao uso de anticoncepcionais.
 Adotar hábitos alimentares saudáveis, fazendo uma dieta que inclua legumes, verduras e frutas, com restrição do sódio (sal) e das gorduras de origem animal. A incorporação de fontes naturais de Ômega 3 também auxilia na proteção cardiovascular
A avaliação periódica com um cardiologista, a partir dos 45 anos de idade, ou até antes (40 anos nos casos de histórico familiar positivo) é tão obrigatório para a população feminina, quanto a avaliação de um ginecologista.
Estas consultas periódicas permitem o diagnóstico e tratamento precoce de doenças crônicas, que muitas vezes são silenciosas, como a hipertensão arterial, nível elevado de colesterol e o diabete melito.


"Determinação e Fé na Eterna Luta Pela Vida!"