domingo, 1 de novembro de 2015

AUMENTO DO NÚMERO E DA GRAVIDADE DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES NAS MULHERES


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são a maior causa de mortes no mundo todo, cerca de 40%, o que representa quase 18 milhões de óbitos, a cada ano.
No Brasil Temos anualmente quase 400.000 mortes por doenças cardiovasculares, com número crescente de vítimas do sexo feminino.
O estilo de vida feminino mudou muito nas últimas décadas, tornando-se muito semelhante ao masculino. Atualmente as mulheres têm jornadas duplas ou triplas ao longo das 24 horas do dia, o que trouxe ganhos inestimáveis e plenamente justificados, mas também as expôs a fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Diversos estudos mostram que o número de casos de doenças cardiovasculares está crescendo muito no sexo feminino. Há três décadas a relação era de 1 caso de doença cardiovascular em mulheres para 4,5 casos em homens, hoje em dia, esta relação é de cerca de 1 para cada 1,5.
Cerca de 250 mulheres morrem diariamente, no Brasil, em decorrência de infartos agudos do miocárdio, sendo que as doenças cardiovasculares matam 4,5 vezes mais mulheres que o câncer de mama, para o qual não faltam campanhas de prevenção.
Atualmente, cerca de 30% dos casos de infarto ocorrem em mulheres. Além disso, é alarmante o fato de diversos estudos mostrarem que elas têm mais chances de morrerem após um infarto agudo do miocárdio, que os homens.

Mas Por Que as Mulheres?
 Com as mudanças culturais e dos hábitos de vida a população feminina está cada vez mais exposta a fatores de risco, que antes eram quase que exclusivos do público masculino.
O tabagismo, o “stress”, a adoção de hábitos alimentares inadequados (dieta com altos teores de sódio e de gordura de origem animal), a falta de atividade física regular que a cada dia fazem parte do cotidiano de um número cada vez maior de mulheres, oferecem riscos para o coração.
Outro agravante para o aumento do número de mulheres, cada vez mais jovens, com doenças cardiovasculares é a associação da pílula anticoncepcional com o cigarro. Essa combinação resulta em um risco cinco vezes maior de desenvolver a doença cardiovascular, pelo aumento do risco de formação trombos em veias e artérias, o que pode interromper a irrigação sanguínea  do músculo cardíaco levando a um infarto, por exemplo.  
Já na maturidade, o risco de um infarto é maior, pois na menopausa ocorre uma  diminuição da produção de estrogênio, hormônio que estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Portanto, após atingirem os 50 anos, a proteção hormonal cessa e assim, aumenta-se a chance de doenças cardiovasculares.   
Outro aspecto importante a ser salientado é que existem pequenas diferenças anatômicas e funcionais no sistema cardiovascular feminino, em comparação ao masculino, oque o torna mais suscetível a complicações graves em caso de um infarto agudo do miocárdio. 
Alerta!
 Alguns cuidados, principalmente na população feminina, podem garantir a saúde e evitar a ocorrência precoce de doenças cardiovasculares, sobretudo as que acometem propriamente o coração feminino.
Para isso, deve-se evitar o cigarro, sobretudo associado ao uso de anticoncepcionais.
 Adotar hábitos alimentares saudáveis, fazendo uma dieta que inclua legumes, verduras e frutas, com restrição do sódio (sal) e das gorduras de origem animal. A incorporação de fontes naturais de Ômega 3 também auxilia na proteção cardiovascular
A avaliação periódica com um cardiologista, a partir dos 45 anos de idade, ou até antes (40 anos nos casos de histórico familiar positivo) é tão obrigatório para a população feminina, quanto a avaliação de um ginecologista.
Estas consultas periódicas permitem o diagnóstico e tratamento precoce de doenças crônicas, que muitas vezes são silenciosas, como a hipertensão arterial, nível elevado de colesterol e o diabete melito.


"Determinação e Fé na Eterna Luta Pela Vida!"

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