domingo, 5 de julho de 2015

EFEITOS POSITIVOS DO VINHO SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR!


VINHO

É de longa data demonstrado na literatura médica que as doenças coronarianas ocorrem em menor proporção nos países onde o consumo de vinho é maior.
A relação entre vinho e coração só começou a assumir importância após análise do chamado “paradoxo francês”. O consumo de vinho é elevado, sendo o país reconhecido pela qualidade da bebida lá produzida.
O que nem todo mundo sabe é que os franceses se alimentam de comida gordurosa (importante fator de risco de infartos agudos do miocárdio) e hábito de fumar, como em outros países europeus. No entanto, o número de mortes por doenças coronarianas na França é relativamente baixo, o que muitos pesquisadores consideram um fenômeno aparentemente contraditório. Essa contradição, ou paradoxo francês, é conhecida desde 1987.  
 Uma das hipóteses para o paradoxo é o hábito de se consumir vinho diariamente, o que poderia explicar os baixos índices de mortalidade. Os franceses tomam, em média, 180 mililitros de vinho por dia, o que dá mais ou menos um copo.
A partir da descoberta deste paradoxo, mais de 13 mil trabalhos foram publicados na literatura científica mostrando que o vinho tem as mais variadas virtudes terapêuticas. A bebida, particularmente o vinho tinto, é uma importante fonte de flavanóides e de outros polifenóis. Essas substâncias são anti-oxidantes, impedindo a ação dos chamados “radicais livres”, que se formam em nosso corpo, inibindo a oxidação do colesterol de baixa densidade (LDL – “mau colesterol), o que reduziria o risco de doenças coronarianas. Os flavanóides e,  de um modo geral, os polifenóis, são solúveis em água e podem inibir os processos metabólicos que conduzem ao ataque cardíaco.
Análises químicas realizadas em vários tipos de vinho revelaram que eles contêm altos níveis de flavanóides e de outros polifenóis. As quantidades dessas substâncias presentes no vinho dependem da matéria-prima (tipo de uva) e das técnicas de fabricação dessa bebida. Os vinhos tintos têm, geralmente, níveis muito mais altos de substâncias fenólicas, como os flavanóides, do que os vinhos brancos. 
Um grupo de pesquisadores franceses determinou as quantidades de flavanóides e de outras substâncias fenólicas presentes em 60 tipos de vinhos produzidos no sul da França. O estudo revelou que as variedades de vinhos tintos que apresentavam maiores quantidades de flavanóides e de outros polifenóis eram os dos tipos Cabernet-Sauvignon (2,6 gramas por litro), Egiodola (2,4 gramas por litro) e Syrah (2,3 gramas por litro). As variedades Merlot e Grenache continham de 1,8 a 2,0 gramas por litro. O vinho Chardonnay (branco) continha apenas 0,25 grama de substâncias fenólicas por litro.
Grãos e sementes oleosas também têm flavanoides. Mel, chocolate, doces e compotas também contêm diferentes tipos de flavanóides. Estas substâncias só não estão presentes em alimentos de origem animal, como as carnes.
 Mais especificamente, o efeito cardioprotetor do vinho no corpo humano é atribuído principalmente ao resveratrol, cuja taxa de concentração é elevada em relação a outros bebidas e alimentos. O resveratrol é um flavanóide que promove uma elevação da taxa de colesterol HDL (bom colesterol) e uma diminuição do colesterol LDL (mau colesterol).
Há, ainda, estudos que demonstram que o vinho tinto tem outras propriedades benéficas, além do efeito protetor do coração. Ele pode inibir a formação e o crescimento de tumores e bloquear os mecanismos internos que podem causar aterosclerose, uma doença que leva a uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos, podendo resultar em seu entupimento.
Além dessas características, o vinho possui propriedades anti-inflamatórias. Há trabalhos científicos que atribuem essas notáveis propriedades à bebida por ela conter álcool, uma vez que os sucos de uva não apresentam a mesma eficiência que os vinhos na prevenção dos ataques cardíacos e na redução dos processos inflamatórios. Apesar de também conterem álcool, as concentrações de flavanóides na cerveja e no whisky são baixas, o que não lhes confere as mesmas propriedades protetoras do vinho.
O vinho tinto e até o suco e a casca da uva também têm a capacidade de estimular a produção do óxido nítrico (NO), importante vasodilatador.

O consumo de vinho moderadamente (dois cálices por dia) traz enorme benefício ao sistema cardiovascular, sem impor riscos de ocorrência de complicações hepáticas.

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